segunda-feira, 5 de março de 2018

Internet: O Filme – Um fracaço



Em fevereiro deste ano, estreou uma comedia brasileira intitulada: Internet: O filme.

A trama gira em torno de uma convenção em uma disputa pela fama, com direito a campeonato de Street FighterClaro que a ideia é brincar com a personalidade de cada um, com toques de humor.
O filme é repleto das pessoas mais famosas do YouTube. É claro que eu estou falando nos Youtubers.

A direção é do Filippo Capuzzi e o roteiro é de Rafinha Bastos, Dani Garuti e Mirna Nogueira, com os famosos Felipe Castanhari, Christian Figueiredo, Júlio Cocielo, Gusta Stockler, Cell Bit, Thaynara OG, Pathy dos Reis, Mauro Nakada, PC Siqueira, Cauê Moura, Cid Cidoso, Paulinho Serra e Maurício Meirelles. A narração fica por conta dos irmãos Piologo, do ParTOBA.

A história tem também participações especiais de Palmirinha, Mr. Catra, Raul Gil e dos irmãos Jefferson e Suellen Barbosa, do viralizado “Para Nossa Alegria”.

Após o sucesso em vendas de livros de youtubers, os criadores de conteúdo em vídeo partiram para o cinema em mega produções. O que começou em 2016, com o lançamento do filme Contrato Vitalício, do grupo Porta dos Fundos, passou pela participação de Kéfera em É Fada, pela versão cinematográfica do livro de Christian Figueiredo e chegou em Internet – O Filme, com os maiores nomes da atualidade no YouTube.

Dentro da indústria do cinema existem métricas para saber se um filme é bom e foi um sucesso. Entre elas estão as críticas, notas em plataformas oficiais e a principal: a quantidade de ingressos vendidos na primeira semana de estreia.

Na comparação entre as quatro produções, Internet – O Filme, foi sem sombra de dúvidas o pior.
Não chegou a vender na primeira semana nem o que o Porta dos Fundos vendeu, o que é problemático, já que o longa do grupo de comédia teve de ser retirado com antecedência de circulação por conta do baixo desempenho nas telonas. O que ainda não é o caso do filme do grande escalão do YouTube.

O filme biográfico de Christian Figueiredo também teve uma curta passagem pelos cinemas, porém, terminou a temporada levando meio milhão de pessoas para as salas de exibição do longa.
Já Kéfera, que foi atriz convidada na produção de Cris D’Amato, ficou mais de um mês em cartaz e alcançou 1.669.744 de pessoas.

As críticas também não pegaram leve com os filmes dos youtubers. No É Fada, muitos questionaram a qualidade de atuação de Kéfera, falaram que a atriz estava interpretando a si.
No Contrato Vitalício, o conteúdo pouco explorado, como se houvesse medo de ousar. Em Eu Fico Loko, foi falado que o filme era pouco original. Já em Internet – O Filme, poucos foram os aspectos elogiados.

No longa de Rafinha Bastos, que contou com nomes como Júlio Cocielo, T3ddy, Poladoful, Gusta Stockler, Castanhari, Pathy dos Reis, Thaynara OG, Cauê Moura, PC Siqueira, Cellbit e até Christian Figueiredo, houve YouTube demais dentro de um filme.

Ao contrário dos outros lançamentos, que contou com atores e comediantes profissionais, Internet – O Filme levou youtubers que estavam acostumados a fazerem apenas o papel de si mesmos, o que transformou o filme em um grande vídeo da internet.

O formato não trouxe novidade para audiência dos influenciadores, com o público pagando para consumir algo que já conhece e acompanha no YouTube. Outro erro do filme foi ter colocado censura para maiores de 14 anos.

O grande público de todos os youtubers que participaram são as crianças e pré-adolescentes. Além delas terem começado às aulas, muitas não puderam assistir ao filme por conta da limitação de idade, proveniente de palavrões que foram ditos. Segundo as críticas, os palavrões poderiam ter sido evitados.

No final, o filme que prometia movimentar milhões de pessoas, devido a quantidade de inscritos que cada youtuber tem, não movimentou nem 2% da audiência do canal de Júlio Cocielo, por exemplo. No final de tudo, o filme não ficou nem um mês nos cinemas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário